El ChapoOntem, autoridades européias e especialistas no fenômeno das drogas trocaram “figurinhas” sobre a sangrenta e fracassada “war on drugs” (guerra às drogas) no México.
Na mesa de reuniões estava o exemplar da revista Forbes, que acaba de colocar Joaquín Guzmán, vulgo El Chapo, na relação das personalidades mais influentes do mundo. Ele aparece na frente do presidente francês Sarkozy, para se ter idéia da sua força de influência.
Como este blog Sem Fronteiras de Terra Magazine informou no dia 11 de outubro passado (confira post abaixo: Os Narcos de Cristo), Joaquín Guzmán, chefe do cartel mexicano de Sinaloa, é tido, para os 007 da CIA e da DEA, como o narcotraficante mais rico do planeta.
Para a revista Forbes, que desde 1917 trata de negócios, finanças e economia, El Chapo tem mais de US$ 1 bilhão em caixa. E o seu poder, como já informado por este blog, aumentou em razão da recente aliança com o cartel conhecido por “La Família Michoacán”, ou seja, com os “Narcos de Cristo”.
Joaquín Guzmán, em Chapo, ocupa o 41º. na relação da revista Forbes.
Além de Sarkozy, El Chapo está na frente do atual presidente da Rússia, Dmitri Medvedev.
No topo da lista, como celebridade mais influente, –e aí pelos dotes políticos e não financeiros–, está o presidente Barack Obama.
El Chapo, num esforço hercúleo da norte-ameriana DEA (agência de inteligência antidrogas) e de policiais honestos mexicanos, foi preso em 1993, com acusações de mandante de homicídios e narcotráfico internacional.
Apesar da vigilância dada como especial e em presídio rotulado de segurança, El Chapo fugiu em 2001.
Para o presidente mexicano, Felipe Calderon, o chefe do cartel de Sinaloa está escondido nas montanhas do norte do país.
Especialistas contestam a afirmação de Calderon, pois um chefão do porte de El Chapo nunca está distante da sua fortuna, “dos seus tesouros”, para usar um jargão da polícia mexicana.
PANO RÁPIDO. No elenco da revista Forbes aparecem 67 nomes e o diretor da sua redação explica: “ O que conta não é tanto a popularidade, o cargo oficial ocupado, mas o grau de influência”.
Só para registrar: os supremos ministros Gilmar Mendes e Marco Aurélio de Mello, que no julgamento do caso Battisti revelaram o tamanho dos seus “egos”, e a esquecer o ensinamento de Camões de “elogio em boca-própria representar vitupério”, não estão listados pela Forbes, para minha surpresa.
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