terça-feira, 27 de outubro de 2009

A hora dos alfinetes


Jobilei Gonzaga

No ano que vem estaremos novamente a portas das urnas. É o Brasil de novo. A cada conversão das siglas partidária os parlamentares se mostram cada vez mais ansiosos, eufóricos e com grandes esperanças de mudança. Onde? Os bastidores da discussão. “É hora de alfinetar”. Portões abertos e o fala-fala começa.

As declarações de alguns são até maléficas. Ainda nem começamos o jogo, mas já tem parlamentar sendo juiz. Apitam a favor. Outros por ai agindo como se fossem anjinhos de guarda da população. Defensor dos pobres e necessitados. Titulando como político sério, honesto e que tem compromisso com o povo, até que se prove ao contrário.

Os centros de conversões das siglas partidárias neste momento vivem de declarações. Às trocam até acusações entre si. São piratas e caçadores, à busca do tesouro perfeito que à maioria deles ainda não são donos de seus próprios atos. É uma “luta de foice” pelas eleições do ano que vem. Todos que fazem parte da liderança das siglas partidárias querem um fenômeno no jogo.

O que jogar melhor ganha. Para Aristóteles a Política é a ciência mais suprema, a qual as outras ciências estão subordinadas e que todas as demais se servem numa cidade. A tarefa da Política é investigar qual a melhor forma de governo e instituições capazes de garantir a felicidade coletiva.

Se a política é de fato uma ciência suprema, cabe aos parlamentares e candidatos à repensarem no que falam em respeito à população, que são os verdadeiros receptores finais de todos os projetos de leis. O povo pede política séria, com políticos sérios, e quando isso acontecer é o sinal que tiraram a “trava do próprio olho antes de querer tirar do outro”.

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