quinta-feira, 29 de outubro de 2009

É pior a "mala branca" ou acabar com os pontos corridos?


Esse negócio de mala preta é a coisa mais velha do esporte mundial.
O Mauro Beting costuma dizer que até em corridas de biga, lá pelos anos 12 a. C, havia mala preta.
Mas ninguém nunca prova, nunca provou e nunca provará.
Aliás, o Salomão Ésper e o Muibo César Cury transmitiam muita corrida de biga já nessa época, sabia?
Ontem, antes do jogo do Barueri contra o Flamengo, apareceu essa conversa.
O Val Baiano foi categórico e disse que o Cruzeiro prometeu pagar uma graninha em caso de vitória dos paulistas, o que ocorreu.
“O Cruzeiro nos deu essa gratificação, mas independentemente desse dinheiro do Cruzeiro, a gente entra para vencer”, disse o atacante.
Agora, obviamente, todo mundo nega e diz que não passou de boato.
Mas as declarações ficaram.
E essa do goleiro René?
“Nós recebemos uma ligação hoje. Isso é legal, cara. A famosa “mala branca”, né? Mas estamos esperando, o fim de ano está aí e queremos engordar nossa conta. Tivemos uma conquista, é boa para nós, estou muito feliz”.
Hoje, o supervisor de futebol do Cruzeiro, Benecy Queiroz, chamou Val Baiano de mentiroso:
“Negamos veementemente. Não usamos esse tipo de prática. Não precisamos de terceiros para nos ajudar. Desconhecemos esse assunto, e esse jogador é um mentiroso.”
Quem está mentindo na história?
Será que vai ter mala branca do São Paulo para o mesmo Barueri?
Ora, se vale para Chico, tem que valer para Francisco, certo?
Aliás, se isso for realmente verdade, o que eu não posso atestar, de onde será que vem o dinheiro não contabilizado?
Você acredita nessa história de mala branca?
E o que é pior, oferecer dinheiro para um time X ganhar ou acabar com a fórmula de pontos corridos que está dando tão certo?

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A hora dos alfinetes


Jobilei Gonzaga

No ano que vem estaremos novamente a portas das urnas. É o Brasil de novo. A cada conversão das siglas partidária os parlamentares se mostram cada vez mais ansiosos, eufóricos e com grandes esperanças de mudança. Onde? Os bastidores da discussão. “É hora de alfinetar”. Portões abertos e o fala-fala começa.

As declarações de alguns são até maléficas. Ainda nem começamos o jogo, mas já tem parlamentar sendo juiz. Apitam a favor. Outros por ai agindo como se fossem anjinhos de guarda da população. Defensor dos pobres e necessitados. Titulando como político sério, honesto e que tem compromisso com o povo, até que se prove ao contrário.

Os centros de conversões das siglas partidárias neste momento vivem de declarações. Às trocam até acusações entre si. São piratas e caçadores, à busca do tesouro perfeito que à maioria deles ainda não são donos de seus próprios atos. É uma “luta de foice” pelas eleições do ano que vem. Todos que fazem parte da liderança das siglas partidárias querem um fenômeno no jogo.

O que jogar melhor ganha. Para Aristóteles a Política é a ciência mais suprema, a qual as outras ciências estão subordinadas e que todas as demais se servem numa cidade. A tarefa da Política é investigar qual a melhor forma de governo e instituições capazes de garantir a felicidade coletiva.

Se a política é de fato uma ciência suprema, cabe aos parlamentares e candidatos à repensarem no que falam em respeito à população, que são os verdadeiros receptores finais de todos os projetos de leis. O povo pede política séria, com políticos sérios, e quando isso acontecer é o sinal que tiraram a “trava do próprio olho antes de querer tirar do outro”.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Pavor de fiscais

Por Alberto Dines

O presidente Lula disse ao repórter Kennedy Alencar da “Folha de S. Paulo” que a missão da imprensa não é fiscalizar, é informar. Justificou: para fiscalizar já basta o Tribunal de Contas da União e a Corregedoria-Geral da República.




No mesmo dia em que foi publicada a inacreditável adesão à autocracia, Lula foi atacado por um novo surto da fiscalafobia e proclamou que o Brasil está travado pelo excesso de controle do mesmo TCU que pouco antes declarara suficiente para vigiar o Executivo. Desatento para a esquizofrênica contradição, o presidente de uma república que se apresenta como democrática denunciou a existência de uma poderosa máquina de fiscalização impedindo o trabalho de uma pequena máquina de execução. E foi mais longe: sugeriu a punição dos agentes da fiscalização quando ficar comprovado que suas suspeitas eram infundadas.



Em resumo: Lula não quer fiscais pt saudações - na imprensa, no TCU, na CGR, na Receita Federal e no Ministério Público. Lula só quer aplauso. Ele próprio confessou ao repórter Kennedy Alencar: “odeio intermediário com o povo. Esse negócio de gente falar por mim, eu não gosto. Por isso falo muito”.


Fala muito e, parece, pensa pouco: o chefe do Executivo tem a obrigação de saber o significado da peça básica que distingue o regime democrático de um sistema autoritário – o equilíbrio entre os poderes. Nenhum arroubo de eloquência pode servir de pretexto para ameaçar esta conquista do sistema representativo.



Se Sua Majestade está frustrado com o descomunal atraso das obras do PAC não pode, sob hipótese alguma, jogar a culpa nos fiscais e ameaçá-los com o paredon. Este tipo de intimidação não se ajusta à imagem de um líder emergente, “o cara”, tão louvado nos quatro cantos do mundo como antítese de Chávez ou Ahmadinejad.


O presidente Lula nomeou a maioria dos ministros do TCU, a Constituição de 1988 que ajudou a escrever e depois jurou respeitar, garante a autonomia necessária ao controle das despesas, antes e depois de serem efetuadas.



A instituição foi criada no formato atual por Rui Barbosa quando era Ministro da Fazenda, em 1890, em seguida à proclamação da República e logo legitimada pela primeira Carta republicana. Dois anos depois, em 1893, durante o surto autoritário do marechal Floriano Peixoto, houve uma tentativa de cercear sua autonomia. O mesmo aconteceu quando a ditadura militar precisou exibir rapidamente os frutos do Milagre Brasileiro antes que aumentasse a pressão popular por mudanças.



Quem não gosta de controles, vigilância, fiscalização ou regulação são os bonapartistas, cesaristas, voluntaristas. E déspotas - assumidos ou distraídos. Os conservadores americanos e seus parceiros no Brasil estão detestando os controles impostos por Barack Obama para evitar novas debacles no sistema financeiro. Não querem perder o seu ilimitado poder de beneficiar-se em detrimento do interesse público.



À esquerda ou à direita, o messianismo e a onipotência são desvios concomitantes na esfera emocional e política. Denotam uma impaciência basilar com qualquer forma de divergência. Acionam acessos de fúria diante de qualquer contrariedade ou contraditório. Criam uma perigosa sensação de infalibilidade que aliada à falsa retórica do senso comum atropelam o bom senso. Já vimos este filme nos anos 30 do Século 20 e as reprises são caricaturais.


Informar e fiscalizar são ações sequenciais, partes do mesmo processo. Ao informar, fiscaliza-se, ao fiscalizar informa-se. Proibir uma, liquida a outra. Falar não produz transparência. No Estado Novo, o D.I.P. era chamado de “O Fala Sozinho”. Caiu de podre.


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Indexação em chamas


Paulo Costa Lima


Uma coisa é a realidade, e outra

coisa é a imaginação. Certo? Nem tanto. Nos tempos do capitalismo cultural a indexação imaginária ameaça se tornar mais real que a realidade.


Por exemplo: existiu na Polônia (na cidade de Cracóvia) um circuito de visitação descrito como 'Lista de Schindler'. Um de seus principais atrativos era o lugar onde "o rapaz que saiu correndo foi baleado e caiu morto". Visitava-se, dessa forma, uma cena de filme.


Mas, na verdade, as pessoas eram levadas ao gueto judeu da cidade para tal vivência, embora as filmagens tivessem sido feitas em lugar completamente distinto. O que estava sendo visitado, portanto, era um lugar imaginado. (Já existe até um termo específico para isso, chama-se dragging, a técnica de misturar cenários).


Todos os aspectos da vida cotidiana estão à mercê da tal indexação. A escola ou faculdade onde se estuda, os jeans que se usa (tudo que se veste), pasta de dentes, as bandas favoritas, as celebridades, as notícias, os políticos.


Talvez seja mesmo necessário reconhecer: não existem produtos, apenas indexações. E, numa visão algo aterrorizante: também não existem pessoas, apenas... apenas o quê?


As pessoas andam, falam e se vestem como se estivessem nos filmes e novelas (novelos, não-vê-las). A imersão é mais real do que a realidade. Seriam as pessoas, cada vez mais, buquês de indexação?


Quase já não é mais possível fazer um enterro digno sem gente usando óculos escuros, como se fossem artistas de Hollywood. Especialmente nas novelas. Quem foi que disse que é preciso esconder as lágrimas?


Mas o que mais espanta é falar numa espécie de meta-indexação. As indexações também são indexadas? Cada pessoa, ou buquê, vai avaliando a cada dia a qualidade do que a sustenta, ou melhor, a qualidade do que se sustenta, nelas. Para Joel Birman¹, o cenário é preocupante:


Encontra-se agora na sociedade contemporânea um conjunto de sujeitos negativamente marcados do ponto de vista narcísico e que não podem enunciar qualquer projeto de futuro. O ódio que perpassa tais sujeitos os conduz à explosão violenta e à ação, pela via da passagem ao ato. Contudo, esta não se restringe apenas às figuras da grande criminalidade, mas também da pequena delinqüência e da violência gratuita, que caracterizam a nossa existência da atualidade.


A indexação da indexação é, portanto, da ordem do narcisismo. Tudo começa na construção do sujeito, em frente do espelho. E é o registro imaginário que controla qualquer 'projeto de futuro'. Não espanta o papel decisivo das drogas.


O problema é que o comércio da indexação regula ao mesmo tempo o grau de felicidade dos viventes (felicidade imaginária) e a capacidade de lucro da indústria. Haverá, dessa forma, sempre, uma menos valia de ódio e frustração integrando a arrumação estrutural das coisas?


E toda essa energia estruturante destrutiva desaguará no assim-chamado terceiro partido, o partido da contravenção? Os outros dois sendo (segundo Melman) o da globalização (dinheiro circulante) e o da nacionalização (o petróleo é nosso)?


Nesse campo de forças que é o atual, percebemos com um certo amargor que a violência se oferece como uma espécie de esfinge para nossa época - decifra-me / devoro-te. Embutida nas relações estruturais corrompe o planeta e a sociedade fingindo ser apenas um caso, um escândalo. Mas é bem mais que isso.


E foi aí que comecei a pensar na cena (imaginária) e na tragédia (real) do helicóptero em chamas no Rio de Janeiro...


¹"Sobre a passagem ao ato", In: Modalidades do gozo, José Antonio Pereira da Silva (Org.). Salvador, Campo Psicanalítico, 2007, p. 60.


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

COPA 2014



Jornalista: Jobilei Gonzaga



Agora é a nossa vez. Um dos maiores eventos esportivos do mundo vai ser realizado aqui no Brasil pela segunda vez. A copa do mundo de 2014. Horas antes do anuncio da FIFA, em maio deste ano, provocou a ansiedade em milhões de brasileiros. Quando foi feito o anúncio, até os que não gostam de futebol vibraram, pensando já nos benefícios que a Capa pode trazer.



Os jogos irão ser realizados em 12 capitais do país. Agora vamos para o segundo tempo. É o que provoca mais ansiedade, mas desta vez, são os políticos que estão preocupados. As obras têm dias contados e custam bilhões.



E as verbas! De onde virá? Do Governo Federal, Estados ou municípios. Já tem prefeitos de algumas capitais com um friozinho na barriga, e dizendo por ai, que as prefeituras não têm nenhum tipo de arrecadação para dar pelo menos o início da obras da COPA. Governadores dizem pedir ajuda do Governo Federal. Pêra ai! Eu ouvi o Governo Federal dizendo há um mês, que os jogos da Copa das Confederações de 2013 poderá se dividir entre dois países. Brasil e Uruguai, ou talvez eu possa está enganado.



Os brasileiros são fominhas por futebol, disso já sabemos. Agora difícil é saber se o olho é maior do que a barriga. Prova disso vemos nos estádios milhares de torcedores vibrando, gritando, se rasgando, e até se derramam em lágrimas pelo seu clube favorito. Mas tem um detalhe, enquanto milhares gritam gol, outros pedem comida, segurança, educação, moradia, saúde, que são direitos básicos do cidadão.



Os que vão para os estádios ficam 90 minutos vendo 22 jogadores correndo atrás de uma única bolinha. Enquanto isso os problemas de cada um só depois do jogo. Ficamos divididos se isso parece festa de pão e circo, ou apenas uma forma de dizer, sai pra lá crise. O maior problema agora é com as obras da COPA MUNDO. Até o evento esportivo, teremos mais três eleições. Muita coisa vai mudar. A realidade é que quem estiver no governo, vai ter que ser arrojado, e ter o pulso firme.



A logística disso tudo, é que muitos vão ganhar com isso. Obras e mais obras. Milhares de licitações, além de emprego para muita gente.


Talvez o país de um grande avanço na sua história, pública. É ai que iremos ver, quando o poder público quer fazer ou não. E depois da COPA? Bom isso é outra coisa.


Biscaia: Rio de Janeiro já vive clima de "guerra civil"


Ex-secretário nacional de Segurança Pública, o deputado federal Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ) afirma que os recentes atos de violência demonstram que o Rio de Janeiro vive em clima de "guerra civil".


- Esse enfrentamento é muito complicado. E vem também o componente político: alguns governos não querem enfrentar pelo desgaste que pode provocar nessas áreas com eleitores de comunidades carentes. Mas chega um momento em que não há mais condição.


No último fim de semana, um confronto entre policiais militares e traficantes resultou em pelo menos 25 mortos no Morro dos Macacos, zona norte carioca. O incidente ganhou contornos de barbárie: um helicóptero da Polícia foi derrubado, e um corpo foi encontrado dentro de um carrinho de supermercado abandonado na região.


Biscaia diz que, se restrita ao Brasil, a legalização das drogas não é uma alternativa viável para combater o tráfico. "Você pode até debater o tema, mas a questão da descriminalização, da liberação, teria que ser tomada de forma global", pondera. "Se isso for tomado unilaterlamente por um só país, vai ser destrutivo, porque esse país vai se tornar o foco do consumo".

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

E por falar em PAC...




O Juiz Julier Sebastião desceu a lenha nos prefeitos municipais, Wilson "Galináceo" Santos e Murilo "um dia eu acordo" Domingos. Julier afirmou ao liberar os recursos do PAC que estavam bloqueados que o problema agora é da prefeituras e do Ministério das Cidades e que devem se virar para acertar os inúmeros pontos irregulares encontrados. Disse também que mesmo após doismeses de obras paradas, as duas prefeituras até hoje não lançaram os novos editais para as licitações e que o discurso que estariam preocupados com o povo é história para boi, cabra, ema e toda a bicharada dormir. É isso aí, depois não reclama moçada. Ah! E ano que vem Wilson Santos é candidato a governo...

O retorno de quem não foi...


O blog Taquara Press foi criado para razer de maneira divertida e bem humorada as notícias de nossa cidade, Brasil e o mundo sem deixar de trazer também a veracidade das informações. Infelizmente, eu deixei de atualizar este espaço democrático e escatológico por problemas de saúde. Portanto, jáestou novo em folha e com alingua mais afiada do nunca para meter a broncana bugrada que vive enchendo nosso saco com as palhaçadas de sempre, como fraude no ENEM, obras do PAC, Wilson Santos fazendo demagogia e outras coisitas mais. Grande abraço! Renato Santos Junior